sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Marconi não aceita pressão imobiliária e manterá área do lago do João Leite como santuário ecológico


João Leite
O represamento do Ribeirão João Leite deu origem a um lago de águas azuis. Nele a Saneago vai captar uma água quase potável, cujo tratamento não demandará muitos custos, justamente por ser  água limpa. A beleza da paisagem, porém, vem despertando o interesse da indústria do turismo e do mercado imobiliário.
O governador Marconi Perillo admitiu publicamente, esta semana, que tem sido procurado por pessoas propondo a abertura da represa para práticas esportivas e empreendimentos imobiliários. O governador, porém, não cederá. Ele foi veemente, durante cerimônia oficial no Palácio Pedro Ludovico, na última terça-feira, ao afirmar que enquanto for governador, a represa do João Leite será intocável. “Eu nunca admiti abrir a represa do João Leite, porque isto significa a contaminação daquele manancial”, declarou enfático o governador.
Marconi argumenta que o governo goiano já gastou muito dinheiro para construir o Sistema Produtor Mauro Borges, um complexo de instalações que começa pela represa do ribeirão, passa pela barragem que forma o reservatório e pela estação de elevação de água bruta, segue através de uma estação de tratamento de água que será a maior do Centro-Oeste.
Desde o início da construção do sistema, em 2001, o governador Marconi tem se mostrado atento à questão da preservação da represa. Tanto que o governo estadual construiu, com recursos próprios, um sistema de muros e caneletas nas pontes sobre trechos da represa, na BR 153.  O dispositivo ali construído visa a manter o lago imune à contaminação caso ocorra, no local, algum acidente com caminhões que transportem cargas líquidas poluidoras. Se acontecer algo assim, o líquido derramado não chegará às águas do João Leite.
Assim é que o Governo do Estado não apenas veda qualquer acesso ao lago como ainda paga aos proprietários rurais onde brotam afluentes do João Leite uma espécie de compensação financeira, para que se abstenham de qualquer atividade econômica nas proximidades dos rios. O programa abrange propriedades rurais distantes até mais de 130 quilômetros a montante da barragem.
Para Marconi, a  represa do João Leite e toda sua orla são um santuário ecológico. O governo vai mantê-lo assim. Uma área de acesso restrito onde o ambiente natural será preservado e mantido intocável.