segunda-feira, 17 de março de 2014

Zé Dirceu, Chefe do Mensalão, é denunciado por Veja por mordomias na Papuda

O chefe do Mensalão tem tido podólogo, McLanche feliz e até Picanha no cardápio

Capa da Veja
O chefe do esquema criminoso conhecido como Mensalão, o maior caso de corrupção da história do Brasil, José Dirceu, condenado a prisão pelo STF, teima em não ser uma pessoa nada comum, apesar de se dizer um grande defensor das idéias das terras comunistas dos irmãos Castro de Cuba. Afinal, foi em Cuba que o chefe do Mensalãoaprendeu e treinou técnicas de guerrilha e outras canalhices.
Preso no presídio da Papuda em Brasília, José Dirceu, tem tido privilégios impensados e ilegais para um reeducando. Em matéria de capa a revista Veja faz uma denúncia gravíssima. Segundo a publicação nacional, além de um podólogo particular para cuidar de unhas encravadas, José Dirceu está tendo direito a visitas especiais em horários especiais e até a um cardápio mais que especial com picanha e tudo mais. Pelo que se lê na matéria de Veja, essa galera do Mensalão não tem o menor pudor. Êta povinho que adora uma esculhambação!
Veja a primeira parte da matéria da revista Veja deste sábado!
Dirceu na Papuda
Ninguém em sã consciência pode imaginar que um criminoso condenado, privado temporariamente da liberdade, cumprindo pena em uma cadeia povoada por milhares de outros tipos de bandidos, leve uma boa vida. No máximo, a vida pode ser um pouco menos amarga. O homem que aparece na página anterior foi um dos mais influentes parlamentares do Congresso, o ministro mais poderoso do governo Lula e um dia alimentou o sonho de substituir o chefe no Palácio do Planalto. Na foto, José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-pre­sidente do PT, ex-chefe da Casa Civil e condenado por liderar um dos maiores esquemas de corrupção da história política do Brasil, é apenas o preso número 95 413 em uma cena que agora faz parte da rotina dele e de outrosmensaleiros. Num país em que a impunidade de gente poderosa sempre foi uma tradição, a imagem tem um magnífico valor simbólico. Reforça que é possível colocar e manter corruptos influentes na cadeia. Reforça que os ladrões de dinheiro público não estão acima da lei. Reforça que as instituições democráticas funcionam apesar da pressão e da tentativa recorrente de sabotá-las. A imagem, porém, também serve para advertir que, apesar de tudo isso, a vigilância tem de ser permanente.
É a primeira vez que o ex-ministro é mostrado dentro da penitenciária, num ambiente que foi cuidadosamente preparado para recebê-lo. Para fugir da rotina lúgubre do cárcere, José Dirceu, visivelmente mais magro, com os cabelos aparados e usando roupa branca, como determina o regulamento do presídio, passa a maior parte do dia no interior de uma biblioteca onde poucos detentos têm autorização para entrar. Lá, ele gasta o tempo em animadas conversas, especialmente com seus companheiros do mensalão, e lê em ritmo frenético para transformar os livros em redações, o que lhe pode garantir dias a menos na cadeia. O ex-ministro só interrompe as sessões de leitura para receber visitas, muitas delas fora do horário regulamentar e sem registro oficial algum, e para fazer suas refeições, especialmente preparadas para ele e os comparsas. Os 10 326 presos da Papuda recebem marmitas produzidas em escala industrial por uma empresa prestadora de serviços. Já os mensaleiros têm direito a um cardápio próprio. O Brasil, como se sabe, também é a terra dos privilégios.