quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Olho grande não entra na China. Nem em Goiás! Artigo de Luiz Gama


GAMA PERFIL


Olho grande não entra na China. Nem em Goiás


O ditado é velho, mas funciona! Ouvi a expressão “olho grande não entra na China”,  pela primeira vez em minha vida, através do notável homem de comunicação, Antônio Porto – um goiano que brilhou no Rio de Janeiro como locutor esportivo e diretor artístico no Sistema Globo de Rádio nas décadas de 60, 70 e 80 – que adorava responder os questionamentos mais duros com tiradas como esta. O dito popular é usado para explicar que o “olho grande”, o olho da cobiça, da inveja, o olho que deseja ter não o que o seu próximo tem, mas sim destruir o que o próximo tem, não tem lugar e não pode lograr êxito num ambiente de grandes e dos melhores negócios. Já ouviu falar em negócio da China? E por aí! O ditado serve ainda para explicar que a malandragem não prevalece onde as regras da boa convivência e respeito mútuo são absolutamente imperiais. O “olho grande não entra na China” é uma espécie de antítese do “temos que levar vantagem em tudo”. É isso!
Eu falo nêgo duvida! Olho grande não entra na China. Nem em Goiás! Sim, o resultado das eleições 2014 em Goiás nos mostra claramente que o adágio citado é totalmente verdadeiro. Por isso é que o vencedor da disputa ao governo de Goiás foi mais uma vez o governador Marconi Perillo. Todos os seus adversários, e sem nenhuma exceção, quiseram entrar na “China” com o chamado olhão. Todos aqueles que tentaram chegar ao governo de Goiás o fizeram não por ter projetos de interesse do povo do estado de Goiás, mas sim por desejos particulares de poder e ostentação. Não há nenhum poder que seja verdadeiramente poder que não seja conquistado pela força. Que força? A força do trabalho, a força do planejamento, a força da determinação, a força do talento, a força da sabedoria. Foi exatamente isso que vimos com sobra em Marconi Perillo e com muita falta em seus opositores.
Todas as tentativas e as efetivas candidaturas de oposição em Goiás foram frutos de projetos pessoais nascidos na inveja do poder conferido a Marconi Perillo pelo povo de Goiás desde 1998. Um projeto político vencedor não pode surgir do pessoal para o coletivo. Tem que ser o contrário disso. Ninguém que seja candidato de si mesmo consegue chegar a uma condição de governador de estado. Não! Isso é absolutamente impossível! Você só consegue ser vencedor contra um governo estabelecido, apenas se exercer oposição verdadeira e clara desde o princípio desde governo. Oposição clara e verdadeira quer dizer oposição de conteúdo, oposição que aponte caminhos diferentes e coerentes, oposição de qualidade. Oportunismo político é claramente notado até pelos mais simples do povo. Os oportunistas não envelhecem na política.
Em Goiás, todas as candidaturas de oposição foram fundamentadas no desejo pessoal de poder. Que erro terrível! Mas, qual o motivo de tanto desejo pessoal de poder? Simples! Com a crise vivida por Marconi Perillonos seus primeiros dois anos do terceiro governo, todo mundo considerava o governador como um defunto político. Depois de ser o político brasileiro mais atacado, covardemente perseguido e exposto de modo cruel na mídia mais virulenta que já existiu nos últimos tempos, Marconi era para todos os seus adversários um verdadeiro “leão sem dentes”. O episódio da CPI do Cachoeira fez Marconi soar sangue por vários meses seguidos. E olha que não foi apenas a mídia nacional a massacrar o governador de Goiás. O Grupo Jaime Câmara, principal conglomerado de comunicação de Goiás, jogou pesado diuturnamente, e nem sempre dentro das regras do bom jornalismo, de maneira que o governo e o governador sangrassem permanentemente neste período. O algoz político e pessoal de Marconi Perillo, o ex-presidente da republica, Luiz Inácio Lula da Silva, nunca usou contra nenhum de seus adversários políticos, tantas armas e artimanhas malígnas quanto usou para destruir Marconi Perillo. Por tantas atitudes desleais é que Lula passou a ser conhecido em Goiás e boa parte do país como “o maior canalha do Brasil”.  E ao final de tudo o resultado foi que apesar de ter sua vida pessoal, familiar, política, fiscal e financeira estraçalhada, nada de errado foi encontrado ou provado contra Marconi Perillo. Absolutamente, nada!
Diante de tanta virulência,  de tanto estardalhaço, de tanto bombardeio, a impressão era que o governador estivesse realmente morto do ponto de vista político. E o principal desafio de Marconi não foi superar a crise pessoal, política e institucional na qual se viu naquele momento. O trabalho mais árduo do governador foi governar Goiás naquele ambiente totalmente desfavorável. Mais que governar, Marconi teve que tirar o estado da terrível crise administrativa na qual ele recebeu das mãos do desgoverno Alcides/Braga. Todos se lembram que Alcides e Braga entregaram o estado sem cumprir cinco das seis metas fiscais estabelecidas pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional). Ou seja, Goiás estava inviabilizado do ponto de vista administrativo-financeiro. Da forma como Marconi recebeu o estado de Goiás os investimentos ficaram todos inviabilizados. Sem as metas fiscais atingidas não há como o estado buscar recursos federais ou mesmo em instituições financeiras privadas. Marconi recebeu o estado de Goiás completamente travado. Essa é a realidade.
Diante do caos político, administrativo e financeiro em Goiás, todo “zé mané” da política goiana se achou no direito de pisar na goela do governo e do governador. E mais ainda: sobrou “zé mané” se achando a “bala que matou kennedy” e querendo tomar o lugar de Marconi Perillo. Foi isso mesmo! De repente, todo mundo achava que era fácil bater Marconi em 2014. E diante de tanta facilidade imaginada não faltou olho grande em todos os partidos opositores. Na verdade, ao imaginarem Marconi como um defunto político, seus principais opositores trocaram tal posição política pela função de abomináveis abutres políticos. Todos eles cresceram o olho no Palácio das Esmeraldas e cada um deles se achava com o direito de ser o novo moço da camisa azul. Ledo engano. O direito de se sentar na cadeira número 1 do Palácio das Esmeraldas só é dado a quem faz tudo direito na política goiana. E os opositores fizeram tudo errado!
Sem projeto político de interesse do povo, sem comunicação eficaz e com linguagem equivocada, o que vimos foi um verdadeiro “samba do criolo doido” na oposição. Os Friboi, Iris, Dona Iris, Caiado, Braga, Vanderlan e Gomide da vida se comeram uns aos outros com fome de comer resto de parição. Nunca antes na história de Goiás se viu tanta inveja de um governante como agora nos últimos dois anos em Goiás. O que todos eles não contavam era com a astúcia de Marconi Perillo. Marconi sobreviveu à crise política, à crise institucional, à crise administrativa e deu a volta por cima. Marconi tem a força do trabalho que nenhum outro político em Goiás tem. Marconi tem um talento nato para a coisa pública que nenhum outro político tem. Marconi tem uma garra incontestável. Marconi tem uma luz própria que é um super presente que Deus lhe deu. Ah, tem! Marconi Perillo tem tudo isso e algo muito mais importante ainda. Marconi conhece vários atalhos para se chegar ao coração das pessoas. Sem ser demogogo ou utilizador de qualquer outra artimanha, Marconi sabe conquistar com facilidade a simpatia das pessoas. Marconi não finge! Marconi não dissimula! Marconi trata o povo como povo. Marconi trata as pessoas como objetivo de um governo honesto e que serve com prazer de servir, não como instrumento de um projeto político. Marconi é moderno não apenas por ser o mais antenado a tudo que está ligado à modernidade. Marconi é moderno porque conhece a linguagem ideal das ferramentas modernas que agradam as pessoas modernas. Marconi é moderno porque entendeu melhor que todos os seus opositores o pensamento de Heráclito:nada há de permanente no mundo, exceto a certeza da mudança. Marconi é a certeza da mudança em Goiás. O homem se renova a cada dia. Eis o segredo da fera!
O Marconi é o Marconi Perillo porque não tem a inveja dos seus opositores, porque não tem olho grande dos seus opositores, porque não tem a mesquinhez dos seus opositores. Marconi ao conquistar o governo do estado pela quarta vez passa a ser o dono do melhor currículo político da história de Goiás, e se consolida como o maior líder político da nossa história. Não só os opositores, mas todos nós em Goiás temos muito ainda a aprender com o governador Marconi Perillo e com sua trajetória política até aqui. Muito mais ainda temos a aprender com o Marconi governador de Goiás por quatro vezes, que em apenas 51 anos de idade já produziu tantos frutos e continua sendo uma árvore muito frutífera. Até por isso, muitas pedras ainda lhe serão jogadas. Mas, que a lição seja definitivamente aprendida: olho grande não entra na China. Nem em Goiás.

Luiz Gama