terça-feira, 19 de maio de 2015

Maior laboratório de ecstasy do Brasil funcionava em Goiás


Áulus Rincon
Após um ano de investigações a Polícia Federal, com o apoio de policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estourou, em Bela Vista de Goiás o maior laboratório de êxtase do Brasil. Seis pessoas foram presas e oito veículos de luxo, avaliados em R$ 700 mil, foram apreendidos.
As prisões de Creginaldo Fagundes Soares, 51, Francisco de Abreu Clementino, 30, Messias Barbosa, 40, Bráulio Murilo Teixeira, 30 e Antônio Eguinaldo Rodrigues, 49, aconteceram no Parque Santa Rita e no Residencial Solar Bougainvile em Goiânia. Após a detenção deles, os policiais do Bope chegaram ao laboratório, onde prenderam Anderson Maurício Cruz, 31, apontado como um dos chefes da organização, que teria como o número um Creginaldo, conhecido entre os integrantes como “Soares”.
No laboratório, os policiais apreenderam 200 quilos de insumos usados na produção de ecstasy e também dos chamados “rebites” – inibidores de sono. Só com o material que foi apreendido seriam produzidos 1 milhão e 200 mil comprimidos. O laboratório, segundo o comandante do Bope, Tenente Coronel Wellington Urzeda, tinha capacidade para produzir 600 mil comprimidos por mês.
bope
Responsável pelas investigações, o titular da Delegacia de Repressão aos Narcóticos da Polícia Federal, Delegado Bruno De Lucca se mostrou surpreso com o profissionalismo da quadrilha. “Antes eles compravam os comprimidos em outros países, mas de um ano para cá passaram a adquirir os insumos no Paraguai e então deram início a uma super produção em Goiás. Felizmente agora conseguimos, com o apoio da PM, colocar um ponto final nessa organização criminosa”, relatou. A polícia procura agora por um paulista conhecido apenas como Edson e que também integra a quadrilha. Os seis presos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação e posse de produtos químicos destinados ao tráfico. A pena máxima para os três crimes ultrapassa os 40 anos de prisão.