quarta-feira, 6 de maio de 2015

Preso em Goiânia o maior falsificador de bebidas do Brasil



Quem costuma ingerir uísque, vodka e champanhe supostamente importados em bares e casas noturnas de alto padrão em Goiânia pode estar pagando caro, na verdade, por uma bebida alcoólica genuinamente goiana. A afirmação é da Polícia Civil, que prendeu esta semana em um laboratório em Aparecida de Goiânia Edson Luiz Olivari, 67, químico apontado como o maior falsificador de bebidas alcoólicas do Brasil.
Com passagens até mesmo pela Polícia Federal por exportação de bebidas falsificadas, Edson Olivari foi localizado após seis meses de investigações na casa onde morava no Bairro Jardim Buriti Sereno em Aparecida de Goiânia. Ao entrarem no imóvel, os policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor ficaram surpresos com o profissionalismo com que o químico fabricava as bebidas. “Além de dezenas de garrafas, encontramos tonéis com álcool e essência, rótulos e lacres aparentemente originais e sem uso e tudo em grande quantidade, como se fosse uma indústria mesmo”, destacou o titular da Decon, Delegado Eduardo Prado.
Para os policiais, Edson Olivari evitou o termo falsificação, e disse que após viagens ao exterior conseguiu fórmulas e afirmou que hoje “produz” bebidas de alta qualidade. “Ele chegou a dizer para nossos policiais que as bebidas que fabrica são melhores que as originais”, contou Eduardo Prado.
Apesar da afirmação do químico, o titular da Decon disse que as bebidas apresentam risco até mesmo de morte aos consumidores, uma vez que são fabricadas de forma totalmente clandestina. A polícia tem informações que além de vender para fora do Estado e até mesmo para outros Países, Edson Olivari tinha como clientes bares e boates de bairros nobres de Goiânia. O químico foi autuado em flagrante pelo crime previsto no Artigo 272 do Código Pena, por fabricar e ter em depósito para posterior inserção em mercado de consumo bebias alcoólicas. A pena de reclusão varia de quatro a oito anos.