sábado, 7 de novembro de 2015

Daniel Vilela é acusado de boicotar universidades federais para Goiás


Por ciúmes do Governador Marconi Perillo, Daniel Vilela é acusado de sabotar a vinda das universidades federais do sudeste e do sudoeste goiano

O anúncio de que a presidente Dilma Rousseff virá a Goiás, provavelmente dia 19 deste mês, para anunciar oficialmente a abertura de mais duas universidades federais no Estado (Jataí e Catalão) deixou a oposição ao governador Marconi Perillo em alerta e alguns integrantes do grupo já trabalham para tentar inviabilizar a conquista história para a educação goiana. Na solenidade em Goiás, Dilma assinará as mensagens que criam as universidades e que serão enviadas para aprovação no Congresso Nacional.
O principal agente orquestrador da manobra é o deputado federal Daniel Vilela (PMDB), que já teria começado a atuar no Congresso para boicotar Marconi, evitando assim que o tucano levasse para si os louros das universidades. Deputados estaduais e federais da base aliada denunciam que o filho de Maguito Vilela estaria articulando junto ao vice-presidente Michel Temer, que é seu aliado e presidente nacional do PMDB. Em matéria do jornal Diário da Manhã, o deputado estadual Lucas Calil (PSL) diz claramente ter recebido informações de que o deputado federal Daniel Vilela tem conspirado contra os interesses de Goiás em Brasília por pura politicalha.
Daniel Vilela pratica politicalha contra Goiás
A conquista das duas universidades para o interior goiano foi anunciada na quarta-feira após audiência particular de Marconi com a presidente Dilma, em Brasília. Os dois tiraram fotos juntos e comemoraram a abertura dos dois centros educacionais. Em Goiânia, após o encontro com Dilma, Marconi afirmou ao lado do reitor da UFG, Orlando Amaral, que as novas universidades são resultados da política republicana e respeitosa que mantém com Dilma.
Não é a primeira vez que a oposição em Goiás conspira em Brasília para atrapalhar a captação de investimentos para o Estado. No governo passado, liderados por Iris Rezende, deputados federais de oposição (PT e PMDB) trabalharam fortemente para barrar empréstimos da União para o governo deMarconi Perillo. Voltando mais no tempo; na crise do Césio 137, no final da década de 1980, o então ministro do governo Sarney, Iris Rezende, também fez pouco caso da liberação de recursos para ajudar o Estado, que era governado por Henrique Santillo.
Ao seguir o mesmo caminho de Iris e outros caciques, Daniel Vilela acaba caindo em contradição. Na disputa que se desenrola agora pela sucessão do comando do PMBD goiano, o filho de Maguito tem sido crítico ferrenho das práticas antigas de Iris e defende um discurso de renovação total do partido. (Com informações do Brasil247)