terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Serial Killer de Goiás é condenado a 20 anos pela morte de uma menor

O Serial Killer de Goiás, Tiago Gomes Henrique da Rocha, de 27 anos, foi condenado pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia, nesta terça-feira (16), a 20 anos de prisão pela morte da estudante Ana Karla Lemes da Silva, de 15, ocorrida em dezembro de 2013, na capital. Acusação e defesa disseram que vão recorrer da decisão.
De acordo com a sentença, lida pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que presidiu a sessão de julgamento, os jurados consideraram que o vigilante matou a adolescente por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No total, Tiago Henrique responde por 35 homicídios ocorridos na Grande Goiânia.
Logo após a leitura da sentença, o promotor Cyro Terra, do Ministério Público de Goiás (MP-GO), destacou que vai recorrer visando o aumento da pena. “Entendemos que, pela personalidade, as circunstâncias, a conduta e todos os critérios que a lei coloca para fixar pena, ela pode ser aumentada, se aproximar o máximo possível da pena máxima [30 anos]”, disse.
A defesa do vigilante também destacou que vai protocolar um recurso com o intuito de redução do tempo de prisão.
Interrogatório
O vigilante afirmou durante seu interrogatório na manhã desta terça-feira que “se sentia muito mal” após praticar os crimes. “Não tem motivo. É uma coisa inexplicável. Contrariando o que a maioria das pessoas pensam, que eu tinha prazer, eu era forçado a fazer isso [por uma força do mal]”, pontuou.
Além de assegurar não ter prazer nos crimes, Tiago disse que estava “envergonhado”: “Não era para ter acontecido nada disso”. A jovem foi morta por volta das 19 horas do dia 15 de dezembro de 2013, no Setor Jardim Planalto, na capital, quando ela caminhava sozinha pelas ruas do bairro. Além disso, o vigilante assegurou que não se lembra do crime.
Ele garantiu ao magistrado que os homicídios a ele imputados eram sempre praticados depois que ele ingeria bebida alcóolica. Apesar de admitir a prática criminosa, ele disse não ser autor de todos os crimes a ele imputados.
Depoimento da mãe
A mãe da vítima também prestou depoimento no início da sessão de julgamento, que começou às 8h30. Ironildes Lemes afirmou que “a gente está chorando todo dia, sofre com a falta dela. Eu não consigo mais trabalhar direito”, disse. 
Fonte: Rota Jurídica