sábado, 21 de maio de 2016

MENINO SOBREVIVE A CORTE NO PESCOÇO POR LINHA COM CEROL: ‘MEDO DE MORRER’

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O estudante Thiago Nascimento Domingos, de 9 anos, conta que ficou desesperado, na quinta-feira (19), ao ter o pescoço cortado por linha de pipa com cerol, que é uma mistura de cola com vidro moído. Ele foi atingido pelo fio enquanto passeava de bicicleta na rua da casa onde mora, no Bairro Adriana Parque, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Ao notar o ferimento, ele desceu da bicicleta e correu para pedir ajuda à mãe.
“Tive muito medo de morrer. Saiu muito sangue, minha roupa ficou toda molhada de sangue”, contou o menino, após receber alta médica, nesta sexta-feira (20).
Tiago foi ferido no fim da tarde. Segundo a mãe do menino, a dona de casa Ivana Carla da Mata Nascimento, de 33 anos, o acidente ocorreu a cerca de 30 metros de distância da residência deles. Ela estava sentada na porta de casa quando o filho se machucou.
“Ele veio correndo com a mão no pescoço. Eu coloquei a mão por cima e depois um pano para reter o sangue até os bombeiros chegarem. Eu só pensava que tinha que salvar o meu filho. Eu fiquei desesperada depois, quando o socorro chegou”, relatou a dona de casa.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao chegar ao local, a equipe encontrou a criança sentada e consciente. “Ele estava agitado devido ao número de pessoas e ao volume de sangue na roupa dele”, explicou o tenente Vilmar Teixeira de Andrade.
Os bombeiros prestaram os primeiros socorros e levaram o menino ao Hospital de Urgências de Anápolis (Huana). A mãe conta que o filho precisou tomar calmante devido ao susto: “Ele chorou, gritou, chamou por Deus. Disse que Deus é fiel e não ia deixar ele morrer”. A criança recebeu alta médica nesta manhã.
O tenente disse que casos de ferimentos com cerol são comuns na cidade. “É um problema antigo que nós temos. A gente trabalha com campanhas de conscientização, principalmente dos pais, para alertar sobre os riscos do cerol, mas ainda continua tendo casos. Os pais devem orientar as crianças para que não usem cerol”, ponderou Andrade.
Fonte: G1 Goiás