08/08/2026

Em nova reviravolta, Senador Cleitinho vai disputar o governo de Minas Gerais


 

Republicanos publicou Nota Oficial para confirmar a candidatura de Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas

Em nova reviravolta em Minas gerais, o partido Republicanos definiu nesta 6ª feira, 07/08, a chapa que vai disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O senador Cleitinho Azevedo vai mesmo dispitar a eleição para o Palácio Tiradentes. Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), ocupará o posto de vice. A decisão se deu após uma tarde inteira de conversas entre o senador e o presidente nacional do partido, Marcos Pereira. O anúncio foi feito em um comício com apoiadores na praça do Santuário, no centro de Divinópolis, interior do Estado.

Houve transmissão no perfil do presidente estadual do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen. No meio do discurso, Cleitinho fez ligação de vídeo com Pereira e agradeceu pela candidatura. “Estou passando um momento difícil, mas o soldado vai ferido para a guerra, pois sei que terei milhões de soldados me defendendo em Minas Gerais”, disse Cleitinho.

Reviravolta

No início desta semana, o senador chegou a anunciar a desistência da candidatura. Menos de 24 horas depois, voltou atrás e pediu uma nova chance, que a cúpula nacional do partido resistiu em aceitar. A insistência de Cleitinho reabriu uma rodada de negociações que foi concluída nesta 6ª feira.

Durante o processo, a direção nacional da sigla chegou a avaliar alternativas ao nome do senador. Entre as opções ventiladas estavam o próprio Falcão como candidato ao governo do estado e o irmão gêmeo de Cleitinho, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo.

Cleitinhoi é líder nas pesquisas

Cletinho é o favorito a vencer em Minas e lidera as pesquisas há meses. O senador, porém, nunca cravou se seria ou não candidato ao governo. A indecisão irritou a cúpula do partido e o PL, que o queria como candidato no Estado.

Em nota divulgada após o anúncio, o Republicanos afirmou que o congressista reconheceu os “equívocos” cometidos e pediu desculpas aos colegas de partido.

25/07/2026

Brasil nega vistos para funcionários do Governo Americano que viriam ao Brasil discutir liberdade de expressão

 

Dois funcionários do Departamento de Estado viriam ao Brasil tratar dos assuntos liberdade de expressão e sistema eleitoral

Reportagem do jornal O Globo confirma a informação de que o Governo Brasileiro, via Itamaraty, negou no dia de ontem, 24/07, os vistos de dois funcionários do governo dos Estados Unidos que viriam ao Brasil com a justificativa oficial de discutir liberdade de expressão no contexto das eleições 2026. Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, secretário-assistente adjunto do mesmo escritório, atuam no Departamento de Estado dos Estados Unidos, chefiado por Marco Rubio.

Segundo o jornal O Globo, o governo brasileiro teria tomando conhecimento, no dia 20, do interesse do Departamento de Estado em enviar os dois funcionários ao Brasil para contatos com autoridades vinculadas ao processo eleitoral, com o objetivo de discutir questões relacionadas à liberdade de expressão nas eleições.

A avaliação interna do Itamaray levou em consideração que “o pedido de visto com esta finalidade ocorreu em um momento em que o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou as urnas eletrônicas, inclusive em um evento com diplomatas. Observou-se haver, então, um risco de instrumentalização da visita em um contexto pré-eleitoral.”

Uma reportagem do Washington Post publicada na última sexta-feira informou que o governo de Donald Trump planejava enviar ao Brasil funcionários para verificar a integridade das urnas eletrônicas.

19/07/2026

Prazo para convenções partidárias começa nesta segunda-feira


 Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa.

Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet.

Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo.

Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos.

Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal).

Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional.

Partidos que já marcaram convenções nacionais

  • Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho
  • Partido Liberal (PL) – 25 de julho
  • Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho
  • Partido Novo (Novo) – 27 de julho
  • Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho
  • Partido Verde (PV) – 31 de julho
  • Missão – 1º de agosto
  • Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto
  • Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto
  • Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto

Agência Brasil

04/07/2026

Regras do período de defeso eleitoral começam a valer neste sábado

Marcelo Camargo/Agência Brasil

 As principais proibições previstas na legislação eleitoral para evitar o uso da máquina pública durante a campanha eleitoral entram em vigor neste sábado (4). O início das restrições começa a valer três meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. 

Durante o chamado período de defeso eleitoral, candidatos estão proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas. Além disso, sites governamentais devem retirar conteúdos que mencionem candidatos. Somente conteúdos de utilidade pública poderão ser mantidos. 

Conforme as regras eleitorais, as páginas oficiais de órgãos dos governos federal e estadual devem retirar do ar nomes, símbolos e imagens que possam identificar políticos ou seu trabalho na administração pública, ainda que a publicação tenha sido realizada em momento posterior ao dia 4 de julho.

Está proibida a realização de publicidade institucional de obras, serviços e campanhas de órgãos públicos. A contratação de shows artísticos com recursos públicos também está proibida.

Os pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão estão vetados, mas poderão ser liberados previamente pela Justiça Eleitoral em casos de emergência.

As vedações estão previstas na Lei 9.504 de 1997, a chamada Lei das Eleições, e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Contratações

Agentes públicos estão proibidos de nomear funcionários públicos, dispensar sem justa causa, exonerar, retirar vantagens, transferir, dificultar ou impedir o exercício funcional dos servidores públicos.

As contratações e demissões só poderão ser realizadas nos casos de nomeação ou exoneração de cargos em comissão, dispensa de funções de confiança ou para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.

Estão excluídas da proibição as nomeações para os cargos do Judiciário, Ministério Público, dos tribunais de contas e órgãos da Presidência da República.

Os aprovados em concursos públicos só poderão ser nomeados se o certame tiver sido homologado até 4 de julho.

Recursos

Agentes públicos também não poderão fazer transferências voluntárias de recursos do governo federal aos estados e municípios e dos estados aos municípios. Os repasses só estarão liberados nos casos de execução de obras pré-existentes ou calamidade pública.

Convenções

A partir deste domingo (5), está autorizada propaganda interna dos pré-candidatos às convenções partidárias, que poderão começar em 20 de julho. O uso de propaganda externa no rádio, TV ou outdoor está proibida.

Para concorrer às vagas das eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos, deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25, caso seja necessário.

 

Agência Brasil

01/07/2026

Sandella aposta em sabores regionais e apresenta novos macarrões instantâneos


 

Novidades Frango com Pequi e Carne Seca com Manteiga de Garrafa homenageiam tradições gastronômicas de Goiás e do Nordeste

A Sandella amplia seu portfólio de macarrão instantâneo e apresenta ao mercado dois novos sabores que celebram a riqueza da culinária brasileira: Frango com Pequi e Carne Seca com Manteiga de Garrafa. A novidade reforça a estratégia da marca de oferecer opções que combinam praticidade, sabor e conexão com as tradições regionais do país.

Inspirado em um dos ingredientes mais emblemáticos do Cerrado, o sabor Frango com Pequi homenageia a gastronomia goiana, reconhecida por receitas marcantes e pela valorização dos ingredientes típicos da região. Já o sabor Carne Seca com Manteiga de Garrafa traz referências da culinária nordestina, uma das mais ricas e apreciadas do Brasil, conhecida por seus sabores intensos e pela forte identidade cultural.

A proposta da Sandella é levar para o dia a dia dos consumidores experiências gastronômicas que despertem memórias afetivas e valorizem a diversidade cultural brasileira, sem abrir mão da praticidade que caracteriza a categoria de macarrão instantâneo.

“Os consumidores estão cada vez mais interessados em produtos que tragam identidade, originalidade e conexão com suas raízes. Ao desenvolver esses novos sabores, buscamos traduzir elementos tradicionais da culinária regional em produtos de bom custo-benefício, saborosos e adequados à rotina moderna”, destaca a marca.

Com os lançamentos Frango com Pequi e Carne Seca com Manteiga de Garrafa, a Sandella amplia seu portfólio para dez sabores, oferecendo ainda mais variedade aos consumidores. A linha já inclui as versões Galinha, Galinha Caipira, Calabresa com Pimenta, Carne, Carne com Tomate, Costela com Pimenta, Carne com Pimenta e Galinha Caipira com Pimenta.

Com os novos produtos, a Sandella reforça seu compromisso com a inovação e com a valorização da cultura alimentar brasileira, transformando ingredientes e receitas tradicionais em experiências práticas e cheias de sabor.

Sobre a GSA | #JeitoGSAdeser

Especializada na fabricação de macarrão instantâneo, refrescos em pó, salgadinhos, mistura para sopão, pipoca para micro-ondas e misturas para bolo. 

Fundada em 1984, a GSA é administrada por Sandro Marques Scodro. Neste período, a empresa cresceu e adquiriu novas marcas e produtos. A GSA é responsável pelos produtos das marcas Refreskant, Sandella, Velly, Produtos Paulista, Icebel, Yolle, Sanditos, SanChips e Dona Raiz. 

Mais: www.grupogsa.com.br

24/06/2026

Pesquisa Diagnóstico: Daniel lidera para o Governo de Goiás. Marconi é o mais rejeitado


 Pesquisa do Instituto Diagnóstico/Acieg divulgada nesta terça-feira, 23/06, mostra o governador Daniel Vilela na liderança da disputa pelo governo de Goiás em 2026.

No cenário estimulado, Daniel Vilela (MDB) aparece com 36,1% das intenções de voto. Marconi Perillo (PSDB) vem na sequência, com 22,7%, seguido por Wilder Morais (PL), com 15,5%. O ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) fica com 2,3%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 3,7%, enquanto 19,7% dizem não saber ou não quiseram opinar.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, o governador é citado por 25,5% dos eleitores. Marconi Perillo é a preferência declarada de 13,7%, enquanto Wilder Morais aparece com 10,4%. Luis Cesar Bueno, apontado no início do mês como candidato do PT, não chega a 1%.

Marconi é o mais rejeitado

O tucano é o mais rejeitado entre os pré-candidatos. Segundo a pesquisa, 28,1% dos eleitores dizem não votar em Marconi Perillo. Depois aparece Luis Cesar Bueno, que carrega a rejeição do PT, com 13,7%. Wilder Morais é o mais rejeitado por 9,8%, e Daniel Vilela é citado por 6,2%. Há ainda 31,4% dos eleitores que não rejeitam ninguém e 2,7% que rejeitam todos. Os que não sabem ou não opinaram são 12,8%.

A pesquisa ouviu 1.100 eleitores entre os dias 15 e 18 de junho. A margem de erro é de 4,84 pontos percentuais, para mais ou para menos. O registro é BR-07435/2026.

22/06/2026

A Amazônia que viaja: da floresta ao mundo — a nova diplomacia da bioeconomia amapaense


 Durante décadas, a Amazônia foi apresentada ao mundo como paisagem, como reserva, como limite. Um território descrito a partir de fora — ora como ameaça ambiental, ora como promessa futura. Mas há uma transformação silenciosa em curso.

A Amazônia começa, finalmente, a sair de uma condição passiva na economia global para ocupar um lugar ativo, estratégico e intencional. E essa mudança não está sendo conduzida por grandes centros financeiros ou industriais. Ela emerge da base produtiva, da inovação aplicada ao território e, sobretudo, da capacidade de organizar valor a partir da floresta. Mais do que isso, ela se insere em um movimento global mais amplo: a transição para uma economia de baixo carbono, na qual ativos ambientais deixam de ser externalidades e passam a compor o núcleo da competitividade econômica.

O Amapá é hoje um dos territórios onde essa inflexão se torna mais evidente. A bioeconomia, por muito tempo tratada como conceito abstrato ou agenda ambiental, assume uma nova natureza: torna-se infraestrutura econômica. Em termos analíticos, aproxima-se do que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define como uma economia baseada no uso sustentável de recursos biológicos, integrada a sistemas de inovação e orientada por conhecimento.

Mas há um avanço adicional: essa bioeconomia passa a dialogar diretamente com o conceito contemporâneo de indústria verde, caracterizada pela descarbonização de processos produtivos, pela circularidade de materiais, pela eficiência energética e pela substituição de insumos fósseis por alternativas renováveis. Nesse sentido, o que emerge no Amapá não é apenas uma economia da floresta, mas um embrião de neoindustrialização sustentável, ancorada em ativos territoriais e vocações naturais.

Não se trata mais de preservar ou explorar, mas de sofisticar. Trata-se de transformar ativos naturais em produtos de alto valor agregado, com identidade, rastreabilidade e inserção internacional — reposicionando a floresta como ativo econômico estratégico. Trata-se também de internalizar atributos ambientais — como carbono, biodiversidade e serviços ecossistêmicos — como diferenciais competitivos em mercados cada vez mais regulados por critérios ESG e exigências de sustentabilidade.

O açaí — símbolo maior dessa transformação — deixa de ser apenas fruto e passa a operar como plataforma produtiva. Em torno dele, estruturam-se cadeias que incorporam tecnologia, como a liofilização, ampliam a vida útil, reduzem custos logísticos e viabilizam acesso a mercados altamente regulados. Mais do que isso, configuram modelos que integram comunidades, respeitam ciclos naturais e produzem riqueza distribuída — em linha com o conceito de cadeias de valor sustentáveis, amplamente difundido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Nesse contexto, o açaí também se insere como insumo estratégico em cadeias de produção de baixo impacto ambiental, contribuindo para a formação de uma base agroindustrial alinhada à economia verde global. Empresas amazônicas vêm consolidando operações com escala, inovação e presença internacional, demonstrando capacidade de estruturar cadeias produtivas resilientes, com rastreabilidade e conformidade sanitária — elementos fundamentais para inserção em mercados premium. Ao mesmo tempo, iniciativas ligadas à gastronomia amazônica mostram que a bioeconomia também se manifesta na experiência, na cultura alimentar e na construção de valor simbólico, em sintonia com o que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) define como diferenciação produtiva baseada em ativos territoriais.

Talvez um dos exemplos mais emblemáticos dessa nova lógica esteja na transformação do caroço do açaí — antes considerado resíduo — em bebida premium de alto valor agregado. Trata-se de uma inflexão estrutural profunda: o resíduo passa a ser insumo, e o insumo, produto sofisticado. Esse movimento dialoga diretamente com o conceito de economia circular promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), no qual eficiência produtiva, redução de desperdício e maximização do uso de recursos caminham de forma integrada. Além disso, esse tipo de inovação contribui diretamente para a redução da pegada de carbono das cadeias produtivas, ao evitar descarte inadequado e substituir matérias-primas convencionais por alternativas regenerativas.

Outras iniciativas ampliam a complexidade e a robustez desse ecossistema: empresas amazônicas vêm atuando na produção de biofertilizantes, incorporando inovação a etapas críticas da cadeia produtiva e reduzindo dependências externas — elemento central para a construção de soberania produtiva. Ao mesmo tempo, contribuem para uma agricultura de base biológica, reduzindo o uso de insumos químicos intensivos e promovendo práticas regenerativas.

Também ganha força a transformação do cacau amazônico em produto sofisticado, conectando origem, identidade e valor agregado, em sintonia com estratégias contemporâneas de diferenciação produtiva. Nesse caso, observa-se a transição de commodities para especialidades, movimento essencial para capturar maior valor nas cadeias globais.

Em paralelo, plataformas digitais e canais estruturados de comercialização ampliam a visibilidade e o acesso desses produtos a mercados nacionais e internacionais, conectando produção sustentável e demanda global. Trata-se de um componente estratégico da infraestrutura contemporânea da economia verde.

Já iniciativas voltadas à substituição da madeira pelo caroço do açaí na produção de carvão introduzem soluções ambientais concretas, reduzindo a pressão sobre a floresta e agregando valor a subprodutos anteriormente descartados — um caso aplicado de bioenergia sustentável. Além de mitigar o desmatamento, esse tipo de solução contribui para a transição energética em pequena escala, especialmente em contextos urbanos.

Nesse mesmo movimento, soluções inovadoras desenvolvidas a partir de sedimentos amazônicos e rejeitos minerais vêm demonstrando o potencial da bioeconomia aplicada à indústria de materiais sustentáveis. O que antes era descarte passa a ser reinserido como insumo industrial de alto valor agregado, aproximando a Amazônia das fronteiras globais da construção sustentável e da indústria de baixo carbono.

O que se observa, portanto, não são iniciativas isoladas, mas a formação de um sistema. A Amazônia passa a operar como um ecossistema econômico integrado — conceito associado à dinâmica de ecossistemas de inovação, conforme formulado por Joseph Schumpeter, ao reconhecer a inovação como força estruturante do desenvolvimento. Mais do que isso, trata-se da formação de um cluster emergente de indústria verde, no qual diferentes elos — produção, processamento, tecnologia, comercialização e inserção internacional — se articulam de forma sinérgica, gerando externalidades positivas e ganhos de escala.

É nesse ponto que ocorre a inflexão mais relevante: a bioeconomia amapaense deixa de ser expressão local e passa a se constituir como estratégia de inserção internacional. Nos últimos anos, produtos originados da floresta amazônica passaram a circular em missões empresariais, agendas institucionais, rodadas de negócios e eventos internacionais na Ásia, na Europa e em diferentes regiões do Brasil, ampliando conexões comerciais e consolidando presença em mercados globais.

Empreendimentos ligados ao açaí, ao cacau, à gastronomia amazônica e à transformação de resíduos florestais vêm construindo trajetórias consistentes de internacionalização, levando ao exterior não apenas produtos, mas modelos produtivos associados à sustentabilidade, rastreabilidade e inovação territorial. A presença dessas iniciativas em países como China, Japão e Portugal demonstra que a Amazônia começa a ocupar espaços antes restritos a mercados tradicionais de alto valor agregado.

Ao mesmo tempo, a circulação dessas marcas e experiências em centros internacionais de negócios, alimentação e economia criativa evidencia uma mudança estrutural na forma como a floresta passa a ser percebida no cenário global. A Amazônia deixa gradualmente de ser associada exclusivamente à exportação de matéria-prima e passa a se afirmar como território produtor de identidade econômica, tecnologia sustentável, diferenciação produtiva e sofisticação de mercado.

Esse movimento também revela um processo mais profundo de reposicionamento estratégico. A internacionalização da bioeconomia amazônica não ocorre apenas pela venda de produtos, mas pela capacidade de construir narrativas competitivas ligadas à origem, à biodiversidade, à economia circular e à indústria verde. O que passa a viajar pelo mundo não é apenas o açaí, o cacau ou seus derivados, mas uma nova concepção de desenvolvimento baseada na floresta em pé, na inovação aplicada ao território e na geração de valor a partir dos ativos ambientais da Amazônia.

No Brasil, essas iniciativas também ampliam presença em agendas empresariais, gastronômicas e institucionais, conectando diferentes regiões do país à nova dinâmica da economia verde amazônica. Trata-se da formação progressiva de uma rede de circulação econômica e simbólica que fortalece a Amazônia como plataforma contemporânea de inovação sustentável.

Esse processo pode ser compreendido à luz do conceito de paradiplomacia econômica — no qual entes subnacionais passam a atuar diretamente no cenário internacional por meio de seus ativos produtivos, redes institucionais e capacidade de articulação. A floresta, nesse novo contexto, deixa de ser periferia e passa a ser origem — e mais do que isso, passa a ser plataforma de inovação.

Mas essa transição não é espontânea. Ela exige articulação. Exige inteligência institucional. Exige capacidade de conectar território, mercado, política e investimento. Exige, sobretudo, a construção de narrativas que reposicionem a Amazônia no imaginário econômico global — agora não apenas como patrimônio ambiental, mas como fronteira estratégica da economia verde.

Trata-se, em última instância, de um processo de construção social de mercados — no qual valor não é apenas produzido, mas também legitimado, reconhecido e disputado. Essa é a dimensão mais sofisticada da transformação em curso. A disputa pela Amazônia sempre existiu. O que muda agora é o seu campo de incidência. Ela se desloca para a economia de valor, para a propriedade intelectual, para as cadeias produtivas, para a tecnologia e para a capacidade de captura de riqueza associada à sustentabilidade.

A bioeconomia, portanto, não é apenas uma agenda ambiental. É uma agenda de poder. E, no contexto contemporâneo, é também uma agenda industrial. E o Amapá, ainda fora dos grandes holofotes, começa a construir — com consistência, inteligência e estratégia — um novo lugar nessa equação global: o de território capaz de articular floresta, inovação e indústria verde em um mesmo projeto de desenvolvimento.

A Amazônia que por tanto tempo foi narrada por outros agora começa a escrever a própria história. E, mais do que isso, começa a negociá-la — em bases mais equilibradas, mais sofisticadas e, sobretudo, mais sustentáveis.

Euridece Pacheco Ruella

Servidora Pública

Cofundadora e Diretora Executiva da Polítika Assessoria

Especialista em Gestão Pública

Mestre em Direito Ambiental e Políticas Públicas

Dama Comendadora da Câmara Brasileira de Cultura

Membro da Curadoria da TV Cultura

 

Antonio Roberto de Souza Góes

Capitão do CBM/AP

Cofundador e CEO da Polítika Assessoria

10/06/2026

Daniel Vilela anuncia a construção de um novo hospital do câncer para adultos em Goiânia


 

Novo hospital do câncer para adultos será construído ao lado do CORA e será melhor que qualquer hospital privado de Goiânia e São Paulo.

O estado de Goiás terá um novo hospital do Câncer para adultos que será melhor do que qualquer hospital privado de Goiânia e de São Paulo. A afirmação é do presidente da Fundação PIO XII, Henrique Prata, responsável pela gestão do Cora e do Hospital de Amor de Barretos (SP), durante evento com o governador de Goiás comemorando um ano de atendimento do CORA, hospital que atende gratuitamente crianças com câncer em Goiás. Na ocasião, o governador Daniel Vilela (MDB) anunciou que o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) será expandido e ganhará um novo hospital para tratamento de pacientes adultos.

A confirmação veio durante evento de apresentação do balanço do primeiro ano de funcionamento da unidade de saúde, realizado nesta quarta-feira (10).

Inaugurado em junho de 2025, o Cora foi criado para oferecer atendimento gratuito, especializado, humanizado e de alta complexidade a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.

“Nós teremos muitos desafios. Nosso projeto do hospital adulto já está sendo elaborado. Teremos a necessidade de construção de outras casas de apoio, outros investimentos e vamos precisar do apoio da sociedade goiana e brasileira”.

Daniel Vilela disse que o novo hospital do câncer de Goiânia será um ponto-chave e que vai acelerar a conclusão do projeto de engenharia do prédio, em tratativas com a Fundação Pio XII , referência no tratamento oncológico no país.

“Se Deus quiser, no ano que vem poderemos ter essa oportunidade de iniciarmos a construção dessa nova etapa, que vai permitir que mais de 7 mil goianos, que hoje ainda estão indo para Barretos em busca de acesso a um tratamento efetivo de combate ao câncer, possam estar aqui no seu estado com muito orgulho, com muita dignidade, podendo se tratar e ser curado aqui através do nosso Cora”, concluiu.

O presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, destacou que a construção do Cora foi não apenas uma esperança para Goiás, mas para o Brasil inteiro.

“Todas as crianças estão sendo tratadas aqui, pelo menos metade delas não tinham condições nem de chegar em lugar nenhum, pelo tamanho das filas, pelo tamanho da dificuldade de amparar os pacientes ao redor dos hospitais, seja em Brasília, seja em Barretos, seja em São Paulo, porque Goiás não tinha uma unidade semelhante. O serviço público que está vindo para Goiás é superior a qualquer hospital privado da capital de Goiás ou da capital de São Paulo (…). Tenho certeza que vamos trazer um projeto acima desse [Cora pediátrico], de tão melhor”, frisou.