quinta-feira, 7 de maio de 2015



Pelo 15º mês consecutivo, a Balança Comercial de Goiás apresenta saldo positivo. Em abril, as exportações totalizaram US$ 398,6 milhões, enquanto as importações somaram US$ 246,7 milhões, resultando num superávit de US$ 151,8 milhões. Foram exportados 294 produtos para 94 países e a soja e derivados continuam liderando as exportações, respondendo por 31,10% do total exportado, seguidos pelas carnes, que somaram 27,07%.
No acumulado de janeiro a abril deste ano, as exportações goianas totalizaram cerca de US$ 1,7 bilhão. No mesmo período, as importações somaram aproximadamente US$ 1,1 bilhão, com um saldo superavitário de US$ 600 milhões. As exportações de abril deste ano representaram 2,93% das exportações brasileiras.
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (SED), José Eliton, o resultado positivo da balança comercial em abril demonstra, mais uma vez, o potencial de Goiás frente ao cenário de crise. “Este é o 15º mês consecutivo de superávit, o que reforça as ações proativas do governo para alavancar o desenvolvimento econômico”, disse. Segundo ele,  “ao mesmo tempo, os números evidenciam que a política de inserção internacional do Estado permanece vigorosa”.
Os números foram divulgados na tarde desta quarta-feira (7) pelo superintendente executivo de Comércio Exterior da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), William O’Dwyer. “Os dados são extremamente positivos, principalmente pelo momento de adversidade na economia nacional e pela Balança Comercial brasileira (acumulado) em déficit”, ressaltou.
Exportações
As exportações de soja e seus derivados somaram US$ 123.977.934, e as carnes, US$ 107.922.086, seguidos pelo sulfeto de cobre, que teve crescimento de 119,59% em relação ao mês de abril de 2014, somando US$ 40.514.403 – o que representa 10,16% do total exportado no mês passado.
As exportações de ferroligas somaram US$ 30.432.140 (7,63% do total) e de couros e derivados, US$ 26.535.536 (6,65%). O ouro e o açúcar também estão entre os principais produtos exportados, assim como o milho e o amianto, que registraram crescimento de 7,07% e 7,87%, respectivamente em relação ao mês de abril do ano anterior. “Sempre que temos a chance de incluir um novo produto na planta de exportações é um motivo para comemorarmos”, relatou Willian O’Dwyer que, em seguida, acrescentou: “Acredito que nossos produtos serão cada vez mais valorizados e que o leque de parceiros continuará crescendo”.
Mercado
A China é o principal país de destino dos produtos goianos. Em abril, aquele país comprou US$ 110.289.023 de soja, ferroligas, couros, carnes de aves, glicerol, algodão e açúcar de Goiás, o que representa 27,07% do total exportado no mês. Os Países Baixos (Holanda) assumem o segundo lugar entre os países de destino, comprando 17 diferentes produtos goianos que totalizaram US$ 31.133.820 (7,81%). Entre eles estão a soja, ferroligas, carne bovina, preparados alimentares, produtos químicos e carne de aves goianos.
A Índia, que desde janeiro deste ano vem se destacado entre os principais países de destino das exportações goianas assume o terceiro lugar em abril, comprando sulfeto de cobre, amianto, açúcar, couros e medicamentos que, juntos, somaram US$ 28.697.537 (7,20%). O quarto e quinto lugar no ranking ficaram com a Rússia e a Alemanha. A Russia comprou principalmente carne bovina, carne suína, carne de aves, preparações alimentícias e vermiculita, que somaram US$ 28.011.362 (7,03%); e a Alemanha comprou sulfeto de cobre, carne bovina, couros, preparações alimentícias, café e açúcar, no valor total de US$ 19.980.465 (5,01%).
Governo de Goiás tem missões comerciais programadas para este ano aos principais países de destino das exportações do estado. No próximo mês de junho, serão visitadas Rússia, Polônia e Bielorrússia. Para outubro, a missão será para Holanda, Bélgica e Alemanha. “Este é um ano de fortalecimento das relações exteriores de Goiás com o objetivo de inserir cada vez mais o estado na pauta do comércio mundial”, afirma o superintendente executivo de Comércio Exterior, William O’Dwyer.