sábado, 14 de março de 2015

Motoristas devem pagar pedágio a partir de junho nas BRs 153 e 060

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Motoristas devem começar a pagar pedágio para transitar nas BRs 153 e 060 a partir de junho, em Goiás. Postos de cobrança vão ser implantados nas cidades de AlexâniaGoianápolisPiracanjuba e Itumbiara. De acordo com a empresa responsável por administrar as rodovias, a taxa deve ficar entre R$ 2,80 e R$ 3.
A concessionária garante que a cobrança vai melhorar o tráfego e será mais seguro para os motoristas, já que serão disponibilizados os serviços de socorro médico e mecânico. “Não tem almoço grátis, quem usa rodovia, paga, quem não usa, não paga. Seria um investimento até mais justo do ponto de vista do contribuinte”, afirma o presidente da administradora, Odenir Sanches.
Apesar dos benefícios, a maioria dos motoristas reclama de pagar a taxa. “Acho um absurdo, nós já pagamos impostos demais nesse país”, diz uma condutora.
Os motoristas ponderam que muitas pessoas trafegam na rodovia todos os dias. Para estes condutores, a cobrança pesará muito no bolso. “Quem passa uma vez ou duas vezes por mês é barato, agora quem anda todo dia, se torna caro”, reclama outro motorista.
Além dos postos de pedágio em Goiás, serão instalados outros sete ao longo das vias, que partem do Distrito Federal e cortam os estados de Goiás e Minas Gerais.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para iniciar a cobrança, a concessionária precisa cumprir algumas regras, como a instalação de passarelas e proteções laterais. Além disso, é preciso que a empresa duplique pelo menos 10% das rodovias. No entanto, esta duplicação inicial ocorre apenas no trecho mineiro.
A concessão tem um prazo de 30 anos. Neste período, as principais obras emGoiás são a construção da terceira faixa entre Goiânia e Anápolis e um desvio de 42 quilômetros entre a capital e Aparecida de Goiânia, que deve ficar pronto em 2018.
“Tirar o pessoal de média e longa distância do perímetro urbano de Goiânia eAparecida de Goiânia, tendo em vista que estes veículos, a maioria caminhões pesados, atrapalham muito o trânsito urbano”, explica Sanches.
Fonte: G1 Goiás